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“Vós sois o Agora de Deus!”

Jovem, «podes chegar a ser aquilo que Deus, teu Criador, sabe que tu és, se reconheceres o muito a que estás chamado. Invoca o Espírito Santo e caminha, confiante, para a grande meta: a santidade. Assim, não serás uma fotocópia; serás plenamente tu mesmo.»

Espiritualidade

Joana Teixeira

Texto

Âmbito Pessoal
Proposta Reflexão

Em “Christus Vivit”, o Papa Francisco escreve a todos os jovens cristãos recordando algumas convicções da nossa fé e, ao mesmo tempo, encorajando-os a crescer na santidade e no compromisso. Porém, dado tratar-se de um marco miliário dentro dum caminho sinodal, dirige-se simultaneamente a todo o Povo de Deus, pois «a reflexão sobre os jovens e para os jovens nos interpela e estimula a todos nós» (CV 4).

Podes chegar a ser aquilo que Deus, teu Criador, sabe que tu és, se reconheceres o muito a que estás chamado. Invoca o Espírito Santo e caminha, confiante, para a grande meta: a santidade. Assim, não serás uma fotocópia; serás plenamente tu mesmo

CV 24

Num documento pós-sinodal, o Papa Francisco quis dar vez e voz às contribuições que recebeu de milhares de jovens crentes e não-crentes , que lhe fizeram chegar as suas preocupações e reflexões. Ao seu estilo dialogante, como que frente a frente, olhos nos olhos, Sua Santidade interpela os jovens, e não só, para questões atuais da fé, da sua vivência e experiência.

Somos convidados inicialmente, para uma revisão dos textos bíblicos, espelho de tempos em que os jovens pouco contavam, mas para quem Deus olhava com «olhos diferentes» (CV 4).

Recordemos José do Egito, o mais novo de uma família numerosa. Ou Gedeão, sincero, e Samuel, inseguro. Ou os futuros reis Saul, David e Salomão, escolhidos em idade jovem. Ou Rute, a jovem viúva com grandes responsabilidades. Recordemos também o filho pródigo, da conhecida parábola sobre o retorno ao bom caminho. As jovens virgens que esperavam o seu senhor, umas atentas, outras distraídas. O jovem rico que queria alcançar o reino dos céus sem se desprender da sua riqueza. Maria, mãe de Jesus quando disse “Faça-se em mim”. O próprio Jesus, um jovem, que «quer dar-nos um coração sempre jovem» (CV 5), enquanto convida a despojar-nos do «homem velho» para nos revestirmos do «homem novo» (Col 3, 9.10).

O Evangelho não fala da meninice de Jesus; de facto, conta-nos apenas alguns factos da sua adolescência e juventude. Mateus assinala dois marcos fundamentais: o regresso da sua família a Nazaré, depois do tempo de exílio, e o seu batismo no Jordão, onde começou a sua missão pública. Primeiro, temos o menino refugiado, de seguida, o jovem prestes a fazer uma escolha de vida, para a vida.

«Aquele batismo não era como o nosso, que nos introduz na vida da graça, mas foi uma consagração antes de começar a grande missão da sua vida.

O Seu batismo foi motivo de júbilo e comprazimento do Pai:  
«Tu és o meu Filho muito amado» 
(Lc 3, 22) (CV 8).

Nas primeiras páginas desta exortação apostólica, o Papa Francisco evoca diversos episódios de Jesus menino, adolescente, jovem, em família, em comunidade, até se revelar como Filho de Deus… num paralelismo fantástico com a vida de qualquer jovem atual que, sentindo-se «chamado a cumprir uma missão nesta terra, é convidado a reconhecer dentro de si as mesmas palavras que Deus Pai dissera a Jesus: «Tu és o meu filho muito amado». Estes aspetos da vida de Jesus podem servir de inspiração a todo o jovem que cresce e se prepara para viver a sua vida em plenitude. Também Ele teve de amadurecer na relação com o Pai, na consciência de ser membro de uma família e de uma comunidade, na descoberta da sua vocação, na disponibilidade para acolher o Espírito, no assumir de uma missão… 

Um jovem, relembra o Papa, já não é uma criança: encontra-se num momento da vida em que começa a assumir várias responsabilidades, participando com os adultos no desenvolvimento da família, da sociedade, da Igreja. Mas os tempos mudam, colocando-se a questão: Como são os jovens hoje? Que sucede agora aos jovens? No mundo atual, cheio de progresso, muitas destas vidas estão sujeitas ao sofrimento e à manipulação.  O texto de Francisco aborda as mais diversas vicissitudes e desafios que os jovens enfrentam atualmente: pobreza, violência, guerra, abandono, maus tratos, vícios… A todos é lançado um apelo:

«Não deixes que te roubem a esperança e a alegria, 
que te narcotizem para te usar como escravo dos seus interesses. 
Ousa ser mais, 
porque o teu ser é mais importante do que qualquer outra coisa; 
não precisas de ter nem de parecer. 
Podes chegar a ser aquilo que Deus, teu Criador, sabe que tu és, 
se reconheceres o muito a que estás chamado. 
Invoca o Espírito Santo e caminha, confiante, 
para a grande meta: a santidade. 
Assim, não serás uma fotocópia; serás plenamente tu mesmo.»
(CV 24)

Todos nós, jovens ou nem por isso, somos relembrados que «a juventude (…) deve ser um tempo de doação generosa, de oferta sincera, de sacrifícios que custam, mas tornam-nos fecundos» (CV 25).  Um tempo de sonhos, de tentativas, de experiências, de escolhas, de opções que constroem gradualmente um projeto de vida. «Nesta época da vida, os jovens são chamados a lançar-se para diante, mas sem cortar com as raízes, a construir autonomia mas não sozinhos». Jamais sozinhos.

Falar de jovens significa «falar de promessas, significa falar de alegria. Os jovens têm tanta força, são capazes de olhar com tanta esperança!» Um jovem é uma promessa de vida, tal como no milagre de Jesus, os pães e os peixes dos jovens podem multiplicar-se (cf. Jo 6, 4-13). Ou como na parábola, as pequenas sementes dos jovens se tornam árvores e frutos de colheita (cf. Mt 13, 23.31-32). 

Aos jovens, está confiada uma tarefa imensa e difícil. Com fé no Ressuscitado, poderão enfrentá-la com misericórdia, criatividade e esperança, para um mundo melhor. 

«Por favor, não deixeis para outros o ser protagonista da mudança! 
Vós sois aqueles que detêm o futuro! 
Através de vós, entra o futuro no mundo. 
Também a vós, eu peço para serdes protagonistas desta mudança. 
Continuai a vencer a apatia, dando uma resposta cristã.
Às inquietações sociais e políticas que estão surgindo em várias partes do mundo. 
Peço-vos para serdes construtores do futuro, trabalhai por um mundo melhor.»
(CV 40)

Esta exortação apostólica foi publicada a 25 de março de 2019. 
Um ano depois, o mundo deparou-se com a pandemia que ainda hoje nos assola.
Mais do que nunca, estas palavras fazem sentido:

«Também a vós, eu peço para serdes protagonistas desta mudança.

Peço-vos para serdes construtores do futuro, trabalhai por um mundo melhor.»

Oração pelos Jovens

Senhor Jesus, que foste jovem,
que olhaste com afeição o jovem rico,
que o convidaste a deixar tudo e a seguir-Te,
pedimos-Te pelos jovens de hoje,
sobretudo por aqueles que andam tristes,
vivem mergulhados no pecado e no vício,
que não têm o amor da família,
que não têm emprego, nem um futuro certo.
Olha, Jesus, com ternura, para todos os jovens,
conquista os corações de todos, fá-los felizes.
Faz que muitos jovens oiçam o Teu apelo,
a tua voz sedutora, o teu desejo de teres mais discípulos,
mais apóstolos do Reino, mais missionários,
mais sacerdotes e mais consagrados.
Que os jovens se apaixonem por Ti,
que se sintam teus amigos e teus aliados,
que sejam instrumentos do teu Reino,
servidores dedicados dos pobres e doentes.
Que os jovens se sintam felizes e alegres,
vivam o dom das suas vidas com generosidade.

Amém

(Dário Pedroso, sj)

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